Artigo- Qual o problema de rediscutirmos a jornada de trabalho?
Não é possível que passe despercebido a qualquer pessoa minimamente sensata o nível de comprometimento físico e mental exigido de trabalhadores em alguns setores. Tomemos como exemplo os supermercados, que funcionam de segunda a segunda. Para garantir esse funcionamento contínuo, exige-se dos colaboradores uma dedicação praticamente permanente. O tempo de descanso — seja semanal ou diário — torna-se insuficiente e, muitas vezes, comprometido. Isso não é apenas uma questão operacional, é uma questão de saúde. Mas o que mais chama atenção nesse debate é o clima de hostilidade. Discutir jornada de trabalho virou quase uma guerra ideológica. De um lado, estão os que defendem a redução da jornada, acusados de não compreenderem os impactos econômicos. De outro, os que resistem a qualquer mudança, frequentemente vistos como defensores exclusivos dos interesses empresariais. Um lado acusa o outro de contradição, e enquanto isso, o diálogo real fica em segundo plano. A verdade é que nenhum ...









